Classificação Honrada C.A.M
11:29Mariana Maia Dia 10 de Julho de 2013, começa um dos dias, se não o dia mais intenso do futebol atleticano. Apostas, tensões, adrenalina e um relógio tão lento que mudava os minutos de acordo com as alterações da épocas geológicas. Conhecemos então os diferentes tipos de torcedores, aqueles que amam, vibram friamente e que conseguiram dar risadas diante de situações extremamente tensas, aqueles que se emocionam, choram, gritam, se colocam no lugar do Cuca a cada substituição e acreditam, aqueles que inventam os nomes mais feios para as mãe dos árbitros e acreditam, aqueles que descarregam toda a adrenalina do mundo com ''Galo Forte e Vingador'', que se descobrem bipolares por gostarem ou não do Rick, do Guilherme durante noventa minutos e acreditam. Acima de tudo toda a massa louca e apaixonada que sim, acreditaram e junto com o alvinegro entrou para a história.
Começa o jogo, denomine da melhor forma que quiserem: Brasil x Argentina, Galo x Cruzeirenses, os meros negativistas, ou até mesmo Galo x Arbitragem e Newell's Old Boys. Abraçamos o manto, e dentro do estádio, dentro da sala de casa familiar, dentro do barzinho cotidiano e antes de tudo dentro do coração, o peito vibra, a voz treme e os olhares ficam atentos a cada detalhe, olhares nunca tão utilizados.
Estou vendo isso? Corre pro abraço dos amigos, do seu querido pai ou pro seu próprio abraço: O garoto fez gol, fez caixa, o garoto fez esperança logo no início tão tenso e viciante do jogo mais importante de uma história centenária. Depois de brados e de uma magnífica partida com uma disparidade de qualidade imensa ao do time adversário, surge o erro, para alguns imperdoável, para outros típico e para mim ''desafiador'' merecíamos o pênalti, merecíamos aquele gol de alívio, no entanto o que nos restou foi um cartão amarelo e nunca mais esquecer o nome daquele juiz, que foi infeliz na partida com o nosso time, me lembro bem: Roberto Silveira, lembro e queria muitas vezes esquecer.
Mas vamos com tudo, vamos com aquele amor e ardor aqui dentro do peito e ali diante de nossos olhos, aquele amor estampado dentro das pupilas e garra de cada jogador. Reza, oração, superstição, costume e adrenalina, temos mais quarenta e cinco minutos para decidir o espetáculo! Caiu o rendimento, o adversário se encontrou, os negativistas já comemoraram, mas o olho ainda não parou de brilhar, nem o meus, o do jogador, do professor e os queridos e mais importantes olhos do torcedor.
Então nos vem uma luz, ou melhor uma falta de luz e tudo se resume em sorte, ou fé para os mais calorosos, diante de tantos rodeios do time adversário os galomaníacos estavam lá com a raça para vencer, com vontade de jogar, assim fizeram. Recomeça o segundo tempo, a segunda chance, a prorrogação e acima de tudo a força de quem torce de verdade.
Não senhor juiz, não é assim que se apita não, estamos em massa, estamos em Galoucura, o nosso apitaço estava com certeza mais certeiro que o seu, ou quem sabe os nossos olhos mais atentos que os seus, mais um pênalti claro, mais uma injustiça, mais um desafio. Professor Cuca decidiu, remanejou e substituiu com aquele ar de confiança ótimos titulares por bons substitutos. Entra Guilherme, mas parece impossibilidade, nos minutos finais entra o jogador menos carismático para tentar um gol, um sorriso, um coração, pode isso? Sim pode sim, nó podemos, corre pro abraço, pros joelhos: o seu time fez mais um, mais uma hipótese para acreditarmos até o fim, uma vez até morrer.
Assistir a cobrança de pênaltis sentado é quase um ato sobrenatural, levantem todos, abracem todos, ajoelhem todos, agora é a hora do São Víctor, Rick, Alecsandro, Guilherme, R10 e Jô. Me perguntei, essa emoção é única assim mesmo? fui tão feliz por nascer atleticana, fui honrada. Então, diante de situações que fizeram o coração até mesmo do mais forte torcedor se derreter, chega a hora, Víctor com um pedaço do coração nos céus, outro no orgulho de jogador torcedor, os olhos atentos como de praxe, as mãos dotadas de algum bom dom e o reflexo triunfante e orgulhoso, faz uma defesa inexplicável, inquestionável, admirável e acima de tudo vencedora e milagrosa.
O jogo ainda não terminou, a adrenalina e a emoção continuou dentro do peito, se passaram noventa minutos, mas não aqueles olhos vidrados, dessa vez cheios de lágrimas. Nos classificamos, sim nós podemos, yes we C.A.M e nós poderemos ainda mais, muito mais. Dia 10 de Julho de 2013 essa data eu percebi o poder da união e a irmandade que um time loucamente apaixonado pode acarretar. Clube Atlético Mineiro , uma vez até morrer.

0 comentários